No Atletiba em que a Polícia Militar (PM) estabeleceu uma série de determinações para que o torcedor tivesse acesso ao estádio, nem tudo que se prometeu foi cumprido. E não evitou confusões e confrontos. Depois do jogo, tiroteio a uma quadra do Terminal do Portão. Em um ônibus transportando torcedores do Coritiba, um deles informou que havia uma fumaça verde, provavelmente de um sinalizador, saindo de dentro do veículo. A Guarda Municipal e a PM intervieram e a confusão aumentou.
Ocupantes do ônibus quebraram o vidro ainda no terminal, também empolgados com a aproximação de outro veículo que trazia a torcida do Atlético. Para conter o caos, a guarda municipal até sacou as armas. Os tiros, porém, não se sabe quem efetuou. Horas antes do clássico, outro torcedor coxa-branca foi flagrado e detido no Terminal do Pinheirinho carregando três bombas.
Durante o clássico, o grande número de policiais foi eficaz no controle do acesso ao estádio somente de torcedores com ingressos na mão, revistados por seguranças contratados pelo Rubro-Negro nas catracas. Mas o combate ao tubão – garrafas PET com refrigerante misturado à bebida alcoólica – e a proibição da permanência de pessoas sem ingresso nos arredores da Arena ficaram restritos ao discurso.
A Praça Afonso Botelho, em frente ao estádio, ficou cheia de torcedores sem ingressos durante a partida. Vários grupos dividiam a bebida. Havia também quem estivesse com garrafas de vidro com cachaça e outras bebidas alcoólicas.
A adoção do teste do bafômetro pela PM, porém, não intimidou o torcedor: foi comum ver atleticanos e coxas-brancas bebendo cerveja à beira da linha de policiais que limitava o acesso ao estádio.
Tanto torcedores atleticanos quanto coxas-brancas se dividiam nas opiniões sobre a eficácia das medidas adotadas. A mais contestada foi o impedimento de usar roupas com identificação de torcidas organizadas. “Sempre venho em clássico na Arena e não acho que isso vai impedir brigas. Tive de procurar outro lugar para estacionar meu carro porque onde ia deixá-lo estava uma concentração de atleticanos provocando e procurando briga”, conta a torcedora alviverde e auxiliar administrativa Patrícia Sampaio.
“Ninguém aceitou a determinação da PM, mas todos foram obrigados a obedecer. Não acho certo impedir a camisa de torcida no estádio. Quem quiser confusão, vai fazer com ou sem identificação de organizada”, afirma o atleticano e corretor Bruno Ribas.
Na chegada dos torcedores ao estádio pequenas confusões foram registradas e contidas rapidamente.
Fonte Gazeta do Povo